quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Outras Trapoerabas: Trapoeraba gigante

Trapoeraba gigante, Commelina benghalensis.
Note as folhas grandes e arredondadas.
A trapoeraba gigante (Commelina benghalensis) nasce desde sempre aqui na minha rua. Nunca dei atenção pelo aspecto vulgar de mato e o crescimento invasivo e intenso. Aliás, é fácil encontrá-la por aqui, porque ela se reproduz muito rápido e em uma velocidade espantosa. É uma PANC vulgar, mas acessível e produtiva, além de saborosa.

Seu aspecto é similar ao das demais trapoerabas, uma é planta rasteira, de folhas esverdeadas, alternadas e flores na ponta dos ramos. Como diferencial, possui grandes folhas e pilosidade no caule. Aliás, apresenta as maiores folhas dentre as trapoerabas comestíveis. Suas folhas também são arredondadas, mas existem variedades com folhas mais pontiagudas. É muito consumida na Ásia, especialmente na Índia, onde é cozida com grãos na composição de ensopados aromáticos. Chamada, por lá, de amala ou kenna. No Nepal, onde também é considerada verdura, chama-se kanesag .

As flores se parecem com a da Commelina erecta.
À esquerda, trapoeraba azul. À direita, com folhas
maiores e arredondadas, trapoeraba gigante.
É uma planta muitíssimo produtiva e de crescimento rápido, adaptando-se a ambientes sombreados com facilidade. Sua única exigência é solo úmido, e de preferência, fértil. Um bom vaso com partes iguais de terra de jardim e composto de minhocário vai render muita, mas muita trapoeraba-gigante. Para fazer mudas, você apenas vai precisar de um pedaço do caule ou da rama, e enterrá-lo parcialmente. Simples assim. Deve ser cultivada preferencialmente em vasos, porque assim como as outras trapoerabas, ela gera sementes à partir das raízes, e quando arrancada, essas raízes permanecem. Qualquer fragmento de caule ou raiz dará origem à novas plantas - é como cortar a cabeça da hidra.

Sementes germinando a partir das raízes.
Se quiser, fica linda como planta em vaso suspenso, estilo samambaia. Pode ser podada mensalmente para que não fique muito comprida. Deve ser mantida em ambiente sem fluxo de ar intenso e semi-sombreado, como próximo a uma janela.

Nutricionalmente, é rica em potássio, e tem teores médios de proteínas, cálcio e cloro, além de ser rica em luteína e beta-caroteno. Também é rica em fibras. Seu sabor é suave e lembra o espinafre, podendo ser usada da mesma maneira que qualquer hortaliça folhosa. Deve ser consumida preferencialmente cozida, e seu caule é um pouco fibroso - eu só uso as folhas. Fica gostosa acompanhando omeletes ou incrementando pratos do dia-a-dia. É uma boa substituta da ora-pro-nobis, porque ela, se cozida excessivamente, solta mucilagem.

Pode ser encontrada em qualquer lugar que não seja de mata nativa. Nas minhas andanças pela cidade, já vi em praticamente todos os bairro que visitei. Acredito que você não terá dificuldades em encontrá-la. Repare nas calçadas e praças, assim como canteiros na rua. Leve uma mudinha para casa e comece a produção! Lembrando que não recomendamos o consumo constante de plantas coletadas diretamente na rua pelo seu possível teor de poluentes.

domingo, 24 de janeiro de 2016

Hortelã Gorda, Hortelã-do-Norte


Essa planta já me causou alguma confusão, porque ela tem cara de boldo, nome de hortelã e cheiro de orégano. De fato, a cara de boldo explica-se pelo seu parentesco com o mesmo, as folhas suculentas, peludas e macias, embora menos flexíveis. Mas basta tocar a planta para que ela exale um forte cheiro de tempero, algo que me lembra orégano. Muita gente comentou que sentem na planta cheiro de "remédio", mas eu não sei exatamente o que isso quer dizer. Um cheiro medicinal?

A hortelã-do-norte (Plectranthus amboinicus) tem outros nomes populares, como hortelã-gorda, hortelã-pimenta, malvarisco e malvariço. No norte e nordeste ela é usada como condimento especialmente para carnes vermelhas, devido ao seu sabor intenso. O aroma, aliás, é forte, muito picante e levemente amargo. O cozimento prolongado pode reduzir a picância e aumentar o amargor.



A hortelã-do-norte tem muitos usos tradicionais na medicina popular, sendo usada como antiinflamatório, no tratamento de reumatismo; tem também forte ação fungicida e pode ser usada para destruir larvas de mosquitos transmissores da malária (Anopheles). É usada no tratamento de doenças respiratórias e tem uso tradicional como "lambedor" para sintomas de gripes e resfriados. A inalação do aroma das folhas ajuda a descongestionar as vias aéreas, e seu consumo como tempero favorece a digestão e estimula o trabalho do fígado.

Quanto a chamar-se hortelã, ela causa confusão, porque apesar do parentesco distante, não tem nada em comum tanto na aparência quanto no cheiro. Eu me dei ao trabalho de verificar qual a composição aromática da planta, porque eu nunca senti nada que me lembrasse a hortelã nela. Como sei que a percepção de aromas é um tanto subjetiva, imaginei que cada pessoa pudesse sentir um aroma diferente. Mas os fatos comprovam minha percepção - ela é similar ao orégano, assim como a hortelã do norte, rico em carvacrol e timol, duas substâncias que dão seu sabor característico. O sabor ligeiramente amargo fica por conta da substância chamada undecanal, a terceira mais abundante.

As hortelãs e mentas são ricas em mentol, mentona e iso-mentona, substâncias com um aroma bastante diferente das encontradas na hortelã-do-norte. Então, a única razão que eu encontrei para o nome "hortelã" vem do inglês, onde ela é chamada principalmente de "mexican mint", a hortelã mexicana. Será que resolvi o mistério?

Ah, repare que a forma dela é influenciada pela temperatura, umidade e presença de sol. A mesma planta, fotografada no auge da estiagem e no auge das chuvas, comprova o que digo.

Em pleno sol e na época da seca, plantas
compactas e folhas mais largas.
Na sombra e em plena época de chuvas:
folhas maiores, planas, arredondadas e
menos suculentas. Note os respingos de terra.
Para multiplicar, basta pegar um ramo e colocar na terra, protegido do sol intenso, até que enraíze e comece a crescer. É bem fácil de cuidar, pouco atacado por pragas e cresce rápido.

Na cozinha, use em pequenas quantidades. Eu recomendaria usar uma lasca da folha, e ir temperando conforme a comida cozinha. Ah, uma folha jovem colocada na água do macarrão dá um sabor adorável à massa. Minha amiga do Ceará disse que a mãe dela faz picadinho na carne-de-sol. E você, como consome? Conte pra gente!

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Entrevista no Cerrado Infinito




Pra quem é de São Paulo, e pra quem é de fora mas é ligado em arte e em botânica, sugiro fortemente dar uma visita na Praça da Nascente (clique aqui para saber mais), na Pompéia, acessível pelo metro Vila Madalena.

Nela, existem duas coisas imperdíveis. A primeira, um lago natural construído a partir de uma nascente de águas limpas pelos frequentadores e ativistas da região do Ocupe&Abrace. Literalmente um rio que foi soterrado e sufocado volta a respirar e correr trazendo água potável para a superfície, com espécies nativas e até mesmo peixes.


Na parte alta da Praça da nascente existe o Cerrado Infinito, projeto tocado pelo Daniel Caballero, um artista plástico e entusiasta botânico, realizando um misto de santuário de conservação e instalação viva. Plantas nativas dos nossos campos de Piratininga, espécies típicas de São Paulo antes da total destruição de nossa flora são novamente cultivadas com fins botânicos e paisagísticos. A partir da observação de que o cerrado persiste na nossa cidade, como algumas jurubebas, assa-peixe e pixirica, Daniel despertou para a conservação e redescoberta desa paisagem tão nossa e tão esquecida.


Lá é possível encontrar mais de 60 espécies nativas do cerrado, como o elegante, o murici, a orelha-de-onça, a candeia, o juquiri, a macela-do-campo, a canela de velho e o rabo de burro, todas dispostas em uma caminhada em torno de um rochedo de coloração única e com vista imperdível.

Quem quiser conhecer, o Cerado Infinito fica na Avenida Pompéia, 2140 Vila Pompéia - Oeste - São Paulo. Eles tem uma página, que vale totalmente a visita: http://cerradoinfinito.com.br/

Dei um entrevista também sobre as PANC e o Cerrado Infinito aqui. 

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Ervas Daninhas na Cozinha (Em espanhol)

Um livro bem curioso sobre uso de PANC (plantas alimentícias não-convencionais) na culinária. Escrito pela Barbara Drausal, uma pesquisadora Argentina, tem uma série de receitas curiosas com muitos matinhos que são comuns por aqui.

Eu traduzi o nome de algumas que são encontradas auqi no Brasil, especialmente no Sul e Sudeste, e coloquei ao lado, e itálico.

Boa Leitura!

CLIQUE AQUI PARA PDF EM ESPANHOL


Lista de Plantas que ocorrem no Brasil:

Amaranthus ssp / Amaranto
Arctium minus / Bardana
Beberis darwinii / Michay
Bidens pilosa / Amor seco (Picão)
Borago officinalis / Borraja  (Borragem)
Brassica rapa / Nabo
Cirsium vulgare / Cardo negro
Chenopodium album / Quínoa blanca
Malva sylvestris y otras spp. / Malva
Melissa officinalis / Toronjil (Melissa)
Mentha spp. / Menta
Portulaca oleracea / Verdolaga (Beldroega)
Rorippa nasturtium-aquaticum / Berro (Agrião) 
Rumex acetosella / Acederilla  (Azedinha)
Rumex longifolius / Lengua de vaca (Língua de Vaca)
Sambucus nigra / Sauco (Sabugueiro)
Sonchus oleraceus / Cerraja (Serralha)
Stellaria media / Capiquí
Taraxacum officinale / Diente de león (Dente de Leão)
Typha spp. / Totora (Taboa)
Urtica dioica/urens / Ortiga (Urtiga)

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

O caxi e seu preparo

Caxi ou porongo comestível

Quem já viu um gaúcho carregando sua cuia de chimarrão nem imagina que aquela cuia pode ser comestível. Claro, não seca e pintada, mas ainda verdolenga e tenra. O caxi, ou porongo (Lagenaria siceraria) é uma planta parente da abóbora, do chuchu e a da abobrinha, que possui frutos e brotos comestíveis. obviamente, uma PANC de categoria, porque pouca gente produz ou conhece.

Existem dois tipos de caxi. Um deles, de frutos arredondados, não se presta para fazer cuia, porque sua casca é fina e a cuia racha com facilidade. Ele pode ser consumido ainda verde, com as sementes tenras - no mesmo ponto de colheita da abobrinha e do pepino, por exemplo. Já outras variedades de caxi, como a que dá a cuia e tantos porongos para artesanato, devem ser colhidos ainda bem jovens e tenros.



Como vantagem, é uma planta um tanto mais resistente que a abóbora, podendo se comportar como trepadeira, desde que seus frutos sejam tutorados em cestas ou aramados para que não pendam das ramas. São sempre verdes, então atraem menos pássaros e insetos, e por não serem doces, são menos visados do que a melancia e o melão. 

O sabor lembra um misto de abobrinha e chuchu, extremamente suave e delicado, com textura de abóbora kabocha. Tem uma doçura própria e é menos aguado que as abobrinhas, mais firme. Cozido no vapor ganha uma coloração verde-esmeralda linda. Pelo sabor neutro, admite qualquer tempero e fica delicioso. É leve, nutritivo, light por natureza e fácil de preparar. 

As sementes são marrons e com formato característico. Gosta de solos férteis, bem drenados e de preferência, com mato, que lhe fazem sombra, abrigo e companhia. Em Itu, muito seco e com muito vento, ele não se desenvolve bem. Em compensação, em um quintal próximo a um muro você terá uma farta colheita de caxi.

Por acaso, os que comprei foram num mercado de beira de estrada indo pra Itu, por um bom preço. Resolvemos fazê-lo recheado, porque o formato é convidativo para servir de "cumbuca comestível".

Pegamos o pouco que tínhamos na geladeira: uns nacos de queijo, arroz integral, sementes de girassol e muito manjericão da horta. Basta descascá-lo com uma faca de cabo curto e afiada - é mais fácil que descascar abóbora. A porção das sementes é comestível, mas eu não gosto da textura esponjosa e da dureza das sementes imaturas, então descartei. O que se come é a polpa, como se fosse um melão ou mamão. Para manter a forma e não ficar molengo, cozinhe no vapor por alguns minutos, já temperado com alho, alecrim e manjericão.

Para rechear, coloque o que quiser dentro e leve ao forno altíssimo para grelhar e derreter o queijo. Comida rápida, leve e fácil.


Sem casca nem sementes.

Vai ao forno para grelhar e derreter o queijo.
Naturalmente, algumas variedades de caxi, amargas, não são comestíveis. Esse amargo é devido à presença de curcubitacina , uma substância que pode fazer mal a saúde em grandes quantidades. Nesse caso, evite.

Para conseguir sementes, elas devem ser colhidas do fruto seco, nunca imaturo. Germinam de 5 a 12 dias e produzem a partir do segundo mês. É necessária a presença de abelhas para a formação de frutos. É ou não é uma PANC linda?

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Manjericão-Zaatar e Alfavacão

Se quiser saber mais sobre outros tipos de manjericão, clique aqui. Nessa postagem, falaremos de dois tipos de ervas aromáticas muito parecidas entre si: o manjericão-zaatar e o manjericão-cravo ou alfavacão.

Falar de manjericão é falar de uma das plantas mais fáceis de se cultivar numa horta. É fácil pegar muda "de galho", desenvolve-se em qualquer solo e em qualquer clima, desde que não excessivamente úmido; e é um tempero coringa na cozinha. Pelo menos aqui em casa, o sabor da comida é definido pela tríade manjericão, salsa e cebolinha. Pessoalmente não conheço ninguém que o odeie, especialmente porque ele povoa um dos alimentos mais populares: massas. Pizzas, macarronadas, o que seriam delas sem o manjericão? Aliás, como seria a culinária mediterrânea e asiática sem ele (sim, na ásia variedades de manjericão são muito populares).

O manjericão mais comum no Brasil.
Ocimum basilicum L. var. album
A prima do manjericão é a alfavaca, embora haja confusão com os nomes. Basicamente, tudo que é chamado de alfavaca pode ser chamado de manjericão, com a exceção do manjericão italiano, de folhas largas, que sempre é chamado de manjericão (sweet basil). Assim, manjericão e alfavaca, em geral, são a mesma coisa, e podem ser chamados de ambas as formas.

Manjericão italiano, note as folhas lisas,
grandes e brilhantes.

Manjericão italiano.
Ocimum basilicum L. cv. genovese
O manjericão pertence à espécie Ocimum basilicum, assim como suas variedades roxa, anã, anis, cítrica... O manjericão italiano é a espécie Ocimum basilicum L. cv. genovese, quando o nosso manjericão usado no Brasil, por vezes chamado de alfavaca, é o Ocimum basilicum L. var. album. Isso tudo para dizer que o manjericão usado na Itália e o usado no Brasil são variedades da mesma espécie. 

Falando de outras alfavacas ou manjericões. De acordo com o livro Basil: The Genus Ocimum, existem outros tipos de alfavaca, cada uma com características aromáticas distintas. Das mais comuns, temos duas variedades: a rica em eugenol, também chamado de alfavacão ou manjericão-cravo (Ocimum. gratissimum var. gratissimum) e o a rica em timol, chamada de manjericão-tomilho ou manjericão-zaatar (Ocimum gratissimum var. macrophyllum). 

O encontro dos manjericões. à direita, cravo ou
alfavacão. À esquerda, menos piloso e folhas maiores,
manjericão zaatar. Parecidos!
Os dois são parecidos: adoram sol pleno, possuem grande porte, folhas recobertas de pelos e um aroma intenso. Para fazer mudas, consiga uma rama com o caule já maduro (lignificado), que de preferência já tenha passado pela floração. Enraízam bem na areia, em uma estufa com alguma ventilação (usei um garrafão de água com alguns furos), quando podem ser levados para canteiro definitivo. Pelo seu porte, ficam melhor no chão do que em vasos. As sementes são viáveis e precisam se luz para germinar.

Desconfundindo

Manjericão ou Alfavaca (mais comum no Brasil): Ocimum basilicum L. var. album
Manjericão Italiano, de folhas largas: Ocimum basilicum L. cv. genovese
Manjericão Zaatar: Ocimum gratissimum var. macrophyllum
Manjericão Cravo: Ocimum. gratissimum var. gratissimum


O manjericão zaatar


Ocimum gratissimum var. macrophyllum
Esse manjericão tem um cheiro muito forte e é preciso ter moderação no seu uso, para não dominar o paladar do prato. O zaatar, para quem não conhece, é um tempero picante usado em pó como condimento na culinária oriental, especialmente nos países Árabes, e chegou aqui em São Paulo pelas mãos dos libaneses. É feito à base de gergelim, frutos de sumagre, que lhe conferem acidez e cor avermelhada e folhas de tomilho, definindo o aroma característico. O tomilho é uma planta rica em timol, assim como o manjericão-zaatar, e a atribuição de nomes foi imediata. O manjericão-zaatar substitui o tomilho e por isso, todos os condimentos preparados com ele. Poderia ser chamado "manjericão tomilho", porque não?

Na medicina popular, usado como analgésico, anti-fúngico, digestivo e antinflamatório.


O manjericão cravo ou alfavacão

Ocimum. gratissimum var. gratissimum
O alfavacão é um velho conhecido nosso. Mais famoso na medicina popular do que na cozinha, ele é rico na mesma substância que dá aroma ao cravo, emprestando também picância e propriedades medicinais parecidas. Usado com condimento, substitui o cravo em diversos pratos, como aqueles à base de cordeiro e de porco, assim como na confeitaria pode dar sabor de cravo para doces, geleias, bolos e compotas. No chá também ele tempera sem se sobressair - basta usar a quantidade certa.

As folhas são repelentes e ele tem propriedades analgésicas, bactericidas e anti-inflamatórias, além de ser um bom digestivo. Como dica, pode ser deixado no álcool para um repelente caseiro, conjugado com outras ervas.

Curiosidade: o nosso manjericão é o mesmo que se consome na Itália?


O nosso manjericão, de porte grande, arbustivo e folhas opacas pertence à mesma espécie, mas é diferente do manjericão que que comumente consumido em comida italiana pelo mundo afora. O manjericão italiano tem as folhas grandes, brilhantes e carnudas, como a variedade "genovese". Há ainda o "mammoth", de folhas grandes o suficiente para serem usadas com envoltório de porções. Há, obviamente, muitos outros. O nosso, apensar do sabor parecido e composição aromática similar (rico em linalol e metil-chavicol) não é o manjericão mais usado por lá. Não que seja exclusividade nossa, mas um pesto feito aqui pode não ser exatamente parecido com um pesto italiano (fora o preço do pinhole).

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Plantas Comestíveis da América Central

Garota com flores de loroco (Fernaldia pandurata)
Para quem tiver curiosidade, temos muitas plantas comuns entre nós e a América Central que também poderiam ser consumidos pelas bandas brasileiras. Muitas plantas me surpreenderam, como o consumo de flores de um tipo de lírio da paz, uma outra espécie de chuchu e até mesmo os frutos da cássia. Vale muito a pena a leitura, e apesar de estar em espanhol, é bem simples e tranquila. Muito bom saber que a América Latina está revisitando seu conhecimento tradicional e valorizando sua biodiversidade alimentar. Há listas de plantas comestíveis da patagônia argentina, do Rapoport, de quelites mexicanos, e agora essa lista da américa central. Delicie-se!

Acesso ao PDF (Em espanhol) AQUI 
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