segunda-feira, 15 de junho de 2015

Panc é Punk. Os pratos e o evento.

Sopa de urtigão com craker de grãos panc,  batatas
doces coloridas no molho panc'ante e refresco de pitanga.
Doce de medula e nosso mix panc
Nossa mesa, com monguba, lírio do brejo e gravatá.
Para não ficar repetitivo, você pode saber da proposta que criamos clicando aqui. Mas adiantando, eu, o Gabriel Zei e o Lúcio Tamino, com ajuda da Juliana Morari, da Carol Binatti e da Luiza Zei organizamos um evento cultural e ecogastronômico de divulgação e degustação das Plantas Alimentícias Não Convencionais. Ele aconteceu no último sábado, 06/06, na Lapa, no espaço da Serralheria, contando ainda com música ao vivo.

Toda a programação foi baseada no conceito da ecogastronomia. Todo o material usado nas embalagens era o máximo possível natural e biodegradável. Recicláveis são legais, mas alimentam mais um elo na cadeia de poluição, o ideal mesmo é não usar. O papel plastificado do lanche foi trocado por papel pardo, o copo descartável da sopa foi uma cuia de coco e o prato das batatas doces coloridas foi uma folha de bananeira num suporte. Não usamos nenhum material descartável, priorizamos o reaproveitamento de tudo que era comestível, incluindo fibras, talos, polpa, cascas, de forma a aproveitar ao máximo os recursos que tínhamos ao nosso redor.

Gabriel, eu e a Luiza
Gabriel, eu e a Juliana
O salão
Tamino e amigos
Fazendo stencil, na hora
O Tamino e a Ju moram na serra da Cantareira numa área linda e existem muitas espécies espontâneas que pudemos aproveitar: aipo silvestre, maria-pretinha, gravatá, taioba e seu rizoma, urtigão, capeba, amaranto, uva-japonesa. Da casa do Gabriel, conseguimos jambú, a castanha de monguba, e ainda conseguimos batatas coloridas e as folhas de batata doce que eu trouxe do sítio. A partir disso, construímos um roteiro baseado em cores, texturas, aromas.

De petiscos, fizemos castanha monguba tostada com uva-japonesa passa e servimos também batatas roxa e laranja crocantes com maionese de batata doce branca, jambu e pimenta crioula. De pratos principais, apresentamos sopa leve de folhas de urtiga e amido de taioba servida com cracker caseiro de grãos com semente de aipo silvestre e semente de caruru. Nosso lanche de pão laffa caseiro, que fizemos pela manhã, foi recheado de maionese de biomassa de banana verde, gravatá e ananás silvestre, acompanhando três bolinhos de biomassa de taioba, triguilho e capeba e acompanhando folhas de taioba e batata doce refogadas. De sobremesa, tivemos doce de medula de mamão ralado com caldo de coco seco e perfume de pacová. De bebidas, servimos quentão de lírio do brejo, galanga, hibisco e maria-pretinha e um refresco de limão cravo e folha de pitanga.

Monguba e uva japonesa passa.
Mix monguba e uva-japonesa no cone de gibi
Nosso lanche, de bolinho de fibra de taioba, folhas e
maionese panc no pão laffa.
Nosso lanche, de bolinho de fibra de taioba, folhas e 
maionese panc no pão laffa.
Doce de medula de mamoeiro com perfume de pacová.
Quentão de lírio do brejo, maria pretinha, maçã e hibisco.
O Tamino, artista de qualidade que é, preparou telas com cavaletes de políticos que coletou ao longo do ano passado, e fez várias ilustrações botânicas com técnicas mistas. Para o logo, fez um molde de stencil e quem quis, pode levar cartazes personalizados na hora.

A fachada, com uma placa indicando o local

Taioba
Capeba
Picão
Tanchagem
Taioba e major-gomes

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