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segunda-feira, 4 de junho de 2018

Agrião-do-líbano, salsa-do-líbano.



O agrião-do-líbano (Apium nodiflorum) é meu mais novo xodó. Estou na fase das plantas aquáticas, como vocês vão perceber. Chamada em inglês de lebanon cress, é uma hortaliça e um tempero ainda pouco comum, usado em pequenas comunidades da Europa e Oriente médio, de onde é nativa. É uma planta silvestre que foi introduzida no Brasil, mas a qual pouca atenção comercial foi dada.

Apesar de parente da salsa e da cenoura (para mim tem sabor de cenoura), das quais o aroma é parecido, é chamado de agrião por ser uma planta anfíbia, ou seja, que tolera solos permanentemente encharcados, como brejos, beiras de lagos e córregos. Em vasos, vai muito bem, desde que não pegue sol direto por muitas horas nem pegue muito vento. É de facílimo cultivo, ideal para quem ter um vaso de PANC em casa.

Tem crescimento exuberante nesses ambientes, em especial se for em uma localidade sem sol intenso direto. Suas folhas recortadas tem um aspecto lustroso, um verde intenso e são muito delicadas e ornamentais, além de um formato inusitado. A sol pleno e na terra, fica com folhas miúdas, mas em locais mais sombreados e úmidos fica com folhas enormes e ainda assim, macias.

É uma erva muito aromática, pouco fibrosa, ideal para saladas (as folhas podem ser usadas inteiras), assim como substitui a salsa em tabules, pestos, e na finalização de diversos pratos. Também gosto de usar em sucos verdes, como tempero para limonada, e como decoração, porque seu formato peculiar e aparência de "baby leaf" são muito convidativos.

De facílimo cultivo, enraíza com facilidade a partir dos estolões que produz ao longo do caule, formando largas touceiras. Pode ser considerada invasiva, porque chega a formar grandes maciços, necessitando de de controle (talvez plantada em vaso). Segundo a amiga Geni, que cultiva as plantas na beira de uma represa, elas chegam a mais de 1m de altura. As das fotos estão novinhas, com apenas 1 mês de idade.





É boa companheira para ser cultivada abaixo de outras plantas que apreciam umidade, como taioba, inhame, cúrcuma, batata-d'água. Também cresce muito bem mesmo durante o inverno, tolerando desde meses muito quentes a muito frios. 

Nas fotos, plantas com apenas um mês de idade, produzindo em abundância, mesmo plantadas em solo seco e em local muito sombreado. A colheita deve ser feita removendo as folhas, mas mantendo o caule, que logo regenera e forma uma touceira. Acredito que seja uma planta que dê para plantar dentro de casa, próximo a uma janela. Cuidado, porém, porque ela não resiste a correntes de vento. 

Caso seja cultivada na água, é bom que seja lavada com solução de cloro ou cozida, para evitar parasitas aquáticos contaminem o alimento. 

3 comentários:

  1. Oi Guilherme, gostei de saber, não conhecia. Essa planta parece muito algumas nativas que vejo na minha chacara...lembra muito a samambaia. Vc sabe dizer se tem parentenco? Abs

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  2. Estou seguindo teu blog faz um tempinho e adoro! Gostei da informação que cresce bem em vasos. Vou me mudar, até fim do ano, e estou planejando colocar umas PANCs (ou nem tão PANCs assim) em vasos no apartamento. Já fiz muda de bertalha-coração (vaso suspenso), de ora-pro-nobis e de batata-doce (vaso suspenso, aproveitando as folhas também). Vamos ver o que eu consigo cultivar.

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