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sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Guia Completo de Compostagem com Microorganismos Eficientes

Você faz compostagem em casa? E se fosse possível acelerar o processo? Sempre tive problemas com a minha composteira, porque ela enchia muito rápido, demorava para virar composto e ocupava muito espaço. Nesse texto vou compartilhar alguns segredos para uma compostagem ultra-rápida, eficiente, sem odores e produzindo um composto de qualidade em composteira doméstica: o uso de microorganismos eficazes. Sim, microorganismos não convencionais. Com eles consegui reduzir o tempo de compostagem pela metade.

Microorganismos fazem parte da nossa vida, seja no pão, no queijo, no vinagre, na cerveja, no álcool que move os carros, e se pensamos neles, pensamos em alimentos. Mas muitos deles são usados para transformar restos de comida em solo, que, por sua vez, vai alimentar outras plantas. É um processo bonito de transformação e ressignificação. São organismos pouco convencionais porque pouco se fala deles, são invisíveis, estão por toda parte e sem eles o mundo como conhecemos não existira. Achei o tema relevante para o blog porque plantas bem nutridas são mais saudáveis e por consequência, nos deixam mais bem nutridos. 

Há alguns anos estamos realizando a compostagem aqui em casa e tive a oportunidade de testar diversas técnicas. Como moro em apartamento, já tentei diversos recipientes em diversos formatos, através de diferentes proporções de matéria orgânica e diferentes ingredientes, até conseguir chegar a uma fórmula que me permitiu obter bons resultados.

Diferentes tipos de processo dão diferentes resultados. Eu
testei 6 combinações diferentes de processos, componentes
e recipientes.
Em primeiro lugar, não existe uma técnica mais ou menos eficiente, porque tudo depende do quanto espaço, tempo e do tipo de material e recipiente que você tem. Nós já usamos caixas, garrafões cortados, baldes de todos os tamanhos, todos materiais reciclados. Pessoalmente acho algo nonsense fabricar uma composteira do zero com plástico se há tantos materiais reutilizáveis e de baixo custo que poderiam tornar a técnica cada vez mais eficiente. Estou muito feliz usando baldes grandes reutilizados. Já usei baldes pequenos de 5 litros, e agora estou usando baldes de 20 litros, que achei adequados para nossa casa com quatro pessoas. São baldes de óleo reutilizados, que ficam sobrepostos em forma de torre: nos primeiros há decomposição, no da base escorre o chorume.

Os baldes, com composto já pronto. Serão limpos e novamente
receberão mais material orgânico seco e úmido.

Quanto mais furos, maior a entrada de oxigênio, mais
rápida a decomposição e menores as chances de
haver mal-cheiro. Furos feitos com solda quente, dica dos
permacultores do Instituto ArboreSer.

Capriche nos furos no fundo, para a parte líquida,
 o biofertilizante ou chorume, pode escoar e não ter mau-odor.
O que eu fazia errado para ter uma compostagem tão lenta? Bom, eu usava apenas folhas de ficus-benjamim ou serragem, que possuem uma decomposição muito lenta - eram as folhas mais fáceis de coletar na minha rua. Eu também, por medo de ficar com o composto mal-cheiroso, colocava mais matéria seca do que era necessário. Eu também não fazia baldes com muitos furos, nem revolvia o composto, com medo de ferir as minhocas, o que reduzia muito a oxigenação. Atualmente, não faço mais o uso das minhocas, a chamada vermicompostagem, na primeira fase da compostagem. Eu as uso apenas quando quero um composto bem concentrado. Tenho usado como segredo os Microrganismos Eficazes, ou EM. 

Quais as vantagens de acelerar a compostagem? Em primeiro lugar, você consegue processar mais resíduos em menos tempo, economizando espaço. Às vezes meu balde enchia e o composto demorava, e eu acabava jogando os restos da cozinha no lixo, porque meu espaço é limitado e não posso ter duas composteiras na cozinha. Esse desperdício não tem mais acontecido com tanta frequência. 

Microorganismos Eficazes

EM é uma tecnologia simples, desenvolvida a partir de pesquisas no Japão através da escola da Agricultura Natural. Trata-se de capturar e concentrar microorganismos que são bons para o solo, para a planta, e aceleram a compostagem, produzindo um composto de boa qualidade. Ajudam a produzir nutrientes para a planta, melhoram a imunidade e restabelecem a vida ao solo. Para isso, você vai precisar apenas de arroz cozido e paciência. Há uma cartilha bem simples online, aliás, que resumo a seguir. 

O arroz é cozido puro, sem tempero, até ficar empapado, sem água. É esfriado, colocado em um recipiente e protegido da entrada de insetos com algumas camadas de tule. Deve ser mantido ao menos 10 dias em local de mata virgem (ou o mais próximo possível disso), onde receberá pelo ar milhares de microorganismos dos mais diversos tipos. Eu sugiro evitar proximidade com locais poluídos, avenidas e fábricas. Aqui em São Paulo, um parque como o Horto Florestal é perfeito para isso. E como são lindos! Colônia de organismos rosados, azuis, amarelos, vermelhos... Os pretos, cinzas e marrons devem ser descartados, porque podem fazer mal pras plantas. Os coloridos ficam. 

Depois, os pedaços desse arroz cheio de vida são colocados em água pura sem cloro com melaço de cana a 5% (100mL de melaço para 2 litros de água). Deixa-se fermentar por alguns dias até que a garrafa fique estufada, então, repete-se o processo liberando o gás, até que a garrafa pare de produzir gás. No meu caso, ela demorou um mês para estabilizar. Depois desse período, está pronto seu acelerador de compostagem, bastando diluir partes iguais de água e do EM e adicionar ao composto. Recomendo 1 colher de sobremesa rasa do líquido diluído 1:1 por litro de composto. Um balde de 20 litros usa menos de meio copo americano.

Depois de uma semana, alguns fungos coloridos apareceram. 
Depois de duas semanas, muitos fungos, muitas cores.
Os coloridos guarda-se, os cinzas e negros, descarte.
Adicione numa garrafa com melaço até fermentar.

Entenda a compostagem e como acelerá-la

A compostagem possui três fases principais: degradação inicial, bioestabilização e humificação. É preciso entender essas fases. Na primeira, a matéria já perdeu um pouco a forma, mas ainda é identificável, é um processo que dura uma ou duas semanas, onde há acidificação do composto, liberação de líquido e lento aquecimento. Na segunda fase, a temperatura aumenta, o pH aumenta e a pilha libera bastante líquido. Nessa fase, o EM tem um papel importante, elevando a temperatura, destruindo patógenos, aumentando o consumo de oxigênio e permitindo a formação de um composto mais concentrado. Essa fase é chamada de termofílica. A terceira fase é a fase onde a pilha esfria, o composto diminui de tamanho e já tem cara de "terra", mais ainda precisa descansar, para que haja humificação e mineralização de alguns nutrientes, chamado de fase mesofílica. O EM também é importante nessa fase, auxiliando na mineralização desses nutrientes. 

A compostagem é uma mistura de pelo menos dois tipos de materiais: um material rico em carbono e um rico em nitrogênio. Materiais ricos em carbono são folhas secas, caules, restos de poda, grama cortadas, serragem. Já os ricos em nitrogênio serão o lixo de cozinha, cascas, frutos, legumes e hortaliças verdes e crus. A proporção ideal é de 30 partes de carbono pra uma de nitrogênio, o que corresponde à taxa de assimilação do composto pelos microorganismos (não, esse número não é arbitrário, o chamado 30:1 C/N). Para chegar a ele, em termos práticos, use 1 parte de restos de hortaliças, cascas, folhas e frutos crus para 3 partes de matéria seca. Simples assim.  Proporções baixas, com pouca matéria orgânica, geram mal cheiro e perda de nitrogênio por evaporação, e proporções acima disso são muito lentas e geram um composto com baixa concentração de nutrientes.

A meu ver, o composto perfeito. Feito na proporção 30:1
(3 partes de mistura seca para 1 de úmida), adicionado de
EM, passando por fase termofília (quente). Tem por volta de
 45 dias desde que o balde encheu e adicionei os
 microorganismos. A textura é pegajosa, mas misturado
45% com terra comum, 10% de areia grossa, fica rico,
 retém umidade e  as plantas adoram. 

Composto com proporção 60:1, há 6 meses compostando e
ainda não está pronto. Parte da serragem mantém-se intacta.
Compostagem fria, apenas mesofílica.

Composto na proporção 45:1, há 3 meses compostando.
As folhas de Ficus em sua maioria permanecem intactas.
Porque é gerado calor? Imagine que os açúcares e a celulose dos restos de alimentos e folhas foram formados através da energia do sol pelo processo de fotossíntese. A liberação do calor é o resultados da liberação desse calor do sol "aprisionado" nessas moléculas, fruto da atividade microbiana. Quanto mais rápida a decomposição, mais fácil percebe-se a liberação do calor, maior é o aumento da temperatura e menor é a quantidade de composto final, em geral, mais concentrado e com maior teor de húmus.

Como saber se o composto está pronto? Ele deve ter aroma de terra úmida, ser escuro e ser difícil reconhecer partes de vegetais, exceto por algum caroço ou fragmento de caule. Mesmo depois de revolvido, ele não deve voltar a aquecer depois de alguns dias. Se ele aquecer é porque ainda não está pronto e os organismos ainda estão trabalhando!

Segredos para acelerar a compostagem

O primeiro segredo que aprendi foi não usar apenas um tipo de matéria seca. Eu usava folhas de ficus (chamado de figueira-benjamim) coletadas na rua, mas percebi que essa espécie tem as folhas recobertas de cera, o que dificulta a vida dos microorganismos e faz com que a decomposição demore. Consegui uma decomposição perfeita em tempo recorde (45 dias) através da seguinte receita para a matéria seca, partes iguais de:
  • Materiais que decomponham rápido, como folhas pequenas de árvores (pau-ferro, flamboiant, sibipiruna e tipuana são ótimas) ou mesmo flores de palmeiras (flores de areca, jerivá e palmeira-australiana são perfeitas para isso, basta recolher do chão). 
  • Materiais de decomposição mediana, como folhas de árvores maiores, sempre trituradas.
  • Galhos e madeiras podres (eu recolho gravetos e troncos podres caídos na praça do lado e quebro em pedaços bem pequenos).
  • Cavaco de madeira (tipo aquela serragem grossa usada para gatos ou hamsters). Verifique se ela é de madeira natural, de verdade. Não use de madeira tratada, pintada ou compensados.  
O segundo segredo que aprendi foi não usar as minhocas na compostagem. Ao utilizar os organismos eficientes, que falarei adiante, a temperatura do balde aumenta muito e elas podem morrer. As minhocas apenas poderão ser utilizadas a partir do 40º dia em diante, ou quando o composto esfriar. Nesse ponto, o composto já está pronto para uso, mas está, para meu gosto, muito solto e seco. Dessa forma, é possível usar dois baldes, um para a compostagem, e assim que ele esfria, colocor o composto na vermicompostagem, para ele ser transformado pelas minhocas.

O terceiro truque foi revolver o composto a cada 3 dias, no mínimo. Dessa forma, boa parte do calor é dispersado, o composto é oxigenado e os microorganismos trabalham rápido. Sim, ele fica inacreditavelmente quente. Aliás, caso o composto não seja revolvido, devido a adição dos microorganismos eficazes, ele pode ficar quente além do necessário (acima de 55º graus), perder nutrientes e emitir mal-cheiro, podendo o fundo do balde entrar em anaerobiose (decomposição anaeróbia).  

Por fim, o último truque é a adição dos microorganismos eficientes. Eu adiciono por volta de meio copo de EM diluído 1:1 para cada 20 litros de composto - embora alguns consideram uma quantidade excessiva, a compostagem de fato sofreu uma aceleração incrível.

Composto obtido com o uso de microrganismos eficientes.
O da esquerda, em pilha a céu aberto, o segundo, em balde.
Ambos com 50 dias de maturação.
Notei que em ambiente fechado o composto fica mais pastoso
e retém mais água, mantendo o solo úmido por mais tempo.
Como acelerar uma composteira cuja compostagem está muito lenta

Caso você tenha um balde há muitos meses com uma compostagem muito lenta, há uma dica também. Adquira 1kg de esterco bovino curtido e adicione uma colher de sopa de cinzas de fogueira ou cascas de ovo moídas, e misture bem. Essa mistura deve ser adicionada ao composto imaturo, aproximadamente 2 colheres de sopa para cada litro de composto. O esterco é rico em nitrogênio e as cinzas, em minerais alcalinos, que auxiliam a acelerar a compostagem e deixam o composto mais nutritivo. Adicione também ao menos 1 colher de ativado de EM no composto, e misture muito bem para oxigenar. Em poucos dias a compostagem ficará mais quente e o processo irá acelerar. Revolva generosamente a cada 3 dias para aumentar a oxigenação. Ao menos comigo, todas as vezes, deu certo. Não faça isso caso haja minhocas, porque você não poderá revirar a pilha e o aquecimento pode prejudicá-las ou fazê-las fugir para fora do balde.

O que não colocar na composteria? Isso é de praxe, mas evitar alho, cebola, gengibre, pimenta preta, óleo, sal, alimentos cozidos, frutas cítricas como laranja, limão, tangerina e casca de abacaxi, derivados de animais (leite, carne, peles), ervas aromáticas em excesso.

Curiosidade. Isso são ovos de minhoca californiana. Às vezes
testo colocar um pouco de composto antigo nos baldes, originário
de vermicompostagem. O composto fica repleto de minhocas.
Ainda não se sabe ao certo a magnitude do impacto ambiental da
inserção de minhocas vermelhas californianas no solo brasileiro.
Na dúvida, os microorganismos eficientes cumprem a mesma
função e não possuem impacto ambiental. Fique de olho, mesmo
 removendo  as minhocas do composto, seu ovos permanecem
e podem invadir diversas áreas onde o composto foi aplicado,
 prejudicando as espécies de minhocas nativas.

19 comentários:

  1. Este post sobre Macs veio muito a calhar. Há tempos penso em utiliza-los, mas iria fazer errado e cozinhar as pobres minhocas. Aliás, nunca tinha pensado sobre o possível impacto ambiental das californianas :/
    Uma duvida: usarei os microorganismos no monte de restos de poda. Retiro uma parte da garrafa, mas o que fazer com o resto? Tampa e guarda? A que temperatura e por quanto tempo?

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    1. Oi Bruna! Então, recebi relatos esses dias de gente que tem usado juntamente com as minhocas. Aqui em casa elas teriam sido cozidas, mas me garantiram que isso nem sempre acontece. Depende, pra variar, do tipo de composto, da matéria orgânica, do tipo de compostagem... Na dúvida, eu não recomendo misturar. O interessante é usar para compostagem a céu aberto, em pilhas, no chão mesmo, sabe? O resto você guarda num ambiente sem oxigênio. Eu aperto a garrafa pra tirar o ar e fecho bem. Guarde num local sem luz. Assim, você terá a "matriz", que durará bastante tempo, e o diluído, que você faz a partir da matriz e usa imediatamente.

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  2. Grato pela postagem. Muito útil pra mim!

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  3. Gostei do blog, grata pelo aporte.
    Quanto ao EM, gostaria de acrescentar minha experiência. Durante dez anos tive um sítio onde tínhamos produção de amora preta, orgânica cretificada, no sistema da agricultura natural.Por termos assessoria utilizávamos o EM deles com muito bom resultado. Tentei fazer o próprio, assim como você explica, dentro da mata. Nem sempre dava certo. Aliás, quase nunca, pois ou algum bicho revirava, ou apareciam colônias de cores escuras. E quando questionei o técnico que nos assessorava, ele argumentou que o deles, tinha, tanto cepas vindas do Japão, quanto outras nacionais e a grande diferença era a presença de cepas de baterias fixadoras de nitrogênio, elemento que é o mais difícil de se obter num sistema orgânico. Agora, continuo o usando sobretudo para preparar bokashi que me parece a maneira mais prática para aplicá-lo, tanto na compostagem quanto diretamente no solo. Espero ter aportado.

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  4. Guilherme, valeu demais por compartilhar essas dicas!!!
    Já tentei fazer a compostagem (vermicompostagem, no caso) com as minhocas, mas não tive sorte, não consegui acertar e acabei matando muitas minhocas, daí desisti. Mas agora com o EM acredito que terei uma chance maior de acertar. Valeu!!!

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  5. Muito show esse post, parabens. Vou testar, mas fiquei com duvida no que fazer com os alimentos que vc disse para evitar? E o que acontece de utilizar eles, casca de cebola ou alho eh ruim? Outra duvida é que não vi mencionar em trituradores, não seria bom algum tipo de triturador ou moedor para quebrar os alimentos ou mesmo as folhas secas? Obrigado pela atenção.

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    1. Oi Raphael, os que eu não coloco na composteira eu seco ao sol e uso de cobertura morta nas plantas do jardim (nunca em vasos), que a daí a natureza vai tratando de decompor aos poucos - cítricos, caroço de manga, casca de alho, sabugo de milho, casca de coco, casca de pinhão, caroço de pessego. Eu não trituro não, porque acho que os organismos dão conta, no máximo pico com faca os restos da cozinha assim que descasco. Claro, quanto mais triturado melhor, mas se ficar pequeno demais vira uma pasta e não oxigena. Os baldes ficam um em cima do outro, estilo minhocário clássico, com a tampa furada. Ajudou? Abraços

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  6. Oi Guilherme também gostaria de ver como fica sua torre de balde, seria uma em cima do outro ambos com tampa sendo a tampa do de baixo furada para receber o chorume e o balde de baixe sem furos pra não escorrer o chorume?

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    1. Sim Raphael!
      Desculpe ter respondido no lugar do Guilherme.
      Se ao invés de furar, vocÊ recortar a tampa, deixando uma borda boa para segurar o balde de cima. Fica bem melhor!

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  7. Nossa! Adorei essa postagem. Muito util. Estou começando minha composteira usando EM. A ideia inicial seria utilizar as minhocas, mas acabei aderindo ao EM. Fiquei com dúvida sobre os furos do balde. Você indicou furos maiores inclusive nas laterais (conforme imagem que você adicionou)O Chorume produzido não escorre por esses furos? Produção do Chorume usando EM é a mesma das minhocas? Abraços, Parabéns e Obrigada pelas informações!

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  8. Este comentário foi removido pelo autor.

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  9. Excelente postagem. Veio na verdade clarear várias dúvidas minhas sobre compostagem em baldes. Sou muito grato pela belíssima postagem. Parabéns!!!!!!

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  10. 1 parte de restos de hortaliças, cascas, folhas e frutos crus para 3 partes de matéria seca. EM PESO OU EM VOLUME MESMO?

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    1. Volume mas essa proporção está errada. Se a relação é de 30:1 tem de ser 30 partes de secos para 1 de verdes. Mas isso apenas se quer um composto mais rico em fungos (bom para perenes a bianuais) pois se quer mais rico em bactérias, (bom para anuais) tem de ser 20:1

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    2. Na verdade como eu disse,também não está correcto. 30:1 quer dizer 30 partes de carbono para 1 de nitrogenio. Seria preciso saber que quantidade de nitrogenio e carbono cada ingrediente tem. Do que tenho visto em muitos compostores, há sempre mais verdes que castanhos (mais nitrogenio que carbono) e isso não é bom

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  11. Guilherme, será que o kefir de água pode ser utilizado para acelerar a compostagem?

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  12. Excelente artigo, parabens! Quanto as minhocas californiananas, percebi por experiencia propria que elas morrem em ambiente natural, já soltei elas em uma área de esgoto de cozinha , onde era naturalmente repleto de minhocas mansas comuns e meses depois não achei nenhuma californiana por lá. Eu acho que elas são muito exigentes em nutrientes e não toleram as mesmas adversidades ambientais das nativas

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  13. VALEU, me tirou algumas duvidas
    ABRAÇÃO!!!

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