quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Sementes crioulas e a beleza

A diversidade é uma coisa linda. E a monotonia às vezes parece que a supera, e toma conta de tudo. Eu, que sempre tagarelo sobre as PANC, já falei muito de monotonia alimentar. De consumirmos sempre as mesmas coisas, sem pensar muito sobre isso.

Esquecemos que há diversidade até no que é convencional. Como é o caso das sementes crioulas, que são variedades que resistiram ao tempo, não são cultivadas em larga escala, não chegam ao grande público, não são manipuladas geneticamente e claro, são associadas a um local e a uma cultura. Ou seja, semente crioula é um termo que fala não só de biologia, mas de antropologia. E história. E ecologia.

Uma coisa curiosa, e que desperta a criança em nós, é ser surpreendido pelas cores daquilo que estamos acostumados. Na Europa e Ásia, cenouras coloridas, beterrabas coloridas, repolhos coloridos. Aqui na América, mandiocas, batatas e milhos belíssimos.

Juntei aquelas que coletei, que ganhei, com as que amigos coletaram e ganharam. E olha, a diversidade é linda. Pena que nos contentamos muito facilmente com a monotonia.

Milhos

Feijões

Milhos, feijões, favas, sojas.


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