terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Dona Benta era PANC

Sim, um dos mais famosos livros de culinária do país tem receitas com PANC. Na verdade, não se falava em hortaliças não-tradicionais porque esse termo não tinha sido cunhado, e ainda por cima, elas não eram não-tradicionais - eram verduras de uso na rotina, ainda que regional ou esporádico. Mas suficiente representativos gastronomica e antropologicamente que entraram até em livro de receita. E não é qualquer livro.

Quem me alertou isso foi a Maria Fernanda Filardi F., colega no grupo Hortelões Urbanos que gentilmente me cedeu as fotos. A edição de  Dona Benta 1978 trazia várias receitas com o bredo ou caruru (falamos dele aqui, já), que ainda incluíam a taioba e a bertalha. Mais uma prova de que o assunto não é novo, mas se renova - e ao que me parece, com cada vez mais demanda e mais urgência.





Vamos pro passado, vamos pra Bahia. Não come carne? Troque os camarões por uma pitada de alga Nori ou talvez Wakame picadinhas (você as encontra em mercados japoneses, lojas de produtos naturais e em até mercados Pão de Açucar). Elas dão um sabor refrescante de mar que eu acredito não vá descaracterizar a receita. Pelo menos para moquecas vegetarianas, tenho usado as algas e funciona divinamente. Para os sabores defumados de carne de porco e banha, invista em sal defumado, páprica defumada ou ainda tofu defumado, que deixam a comida simplesmente deliciosa.

A única coisa que não vale substituir na receita é o caruru, heim? Nada de couves ou espinafres. Vamos obedecer a Dona Benta.




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